30 de ago de 2011

Mães e a culpa - por Dra. Thaíla Toledo

Já era esperado o post das colaboradoras né? Hoje é dia da Psicóloga Thaíla Toledo falar sobre  Mães x Culpa. Eu particularmente, amei o post. Além do mais, quando nos tornamos mães, a impressão que dá é demos a luz não só ao nosso pequetucho, mas também demos a luz a culpa.

Então, "bora" ler o post?

Mães e a culpa 
Já é conhecido o quanto as mulheres têm vidas corridas, cheias de obrigações e inúmeras jornadas de trabalho. Seja no trabalho, em casa, a atenção ao marido, o cuidado com os filhos... e quando se trata dos pequeninos, um sentimento assola muitas mães: a culpa.

As mulheres por natureza sentem muita culpa. Sentem culpa por comer demais, por não ter ido ao salão de beleza, por ter dito um simples “não”... (E não, os homens não sentem essa mesma culpa, nem sequer entendem...)

Historicamente, na psicologia, a mãe sempre foi colocada como uma figura principal e imprescindível na vida da criança – e é mesmo. Assim, houve uma cobrança muito grande quanto à relação da criança com a mãe, quase os tornando um só (um estado de fusão, psicologicamente falando). O que nos leva, quase que matematicamente, à culpa que as mães sentem com relação aos filhos - seja na educação, no cuidado, ou por não passar muito tempo com as crianças.

Atualmente a psicologia explica (e talvez isso possa tranqüilizar um pouco as mamães de plantão) que a criança necessita sim de uma pessoa para ser seu cuidador. Mas que outras pessoas podem cuidar da criança e cuidar bem. Pode ser uma babá afetuosa, o pai, as avós. As crianças reconhecem o cheirinho específico da mãe e este amor incondicional, mas também se sentem amadas quando estão com outras pessoas que as amam e as cuidam.

Mas e quanto a esse sentimento, o que fazer? Devemos achar outras formas de pensar para minimizar este sentimento? Devemos nos perdoar? O quê?

Acredito que podemos aprender com a lidar com esta culpa da forma mais adaptativa possível e que nos traga menos sofrimento – isso leva um tempo e um certo treino mental.

Mas vamos lembrar que como seres humanos, estamos propensos a erros e acertos; e que mesmo que a gente queira (E MUITO), não podemos proteger os filhos de tudo e todos. Até porque ao fazermos isso, criamos filhos incapazes de lidar com as dificuldades da vida – no relacionamento com os amiguinhos da escola, na faculdade, na luta do mercado de trabalho.

Devemos enchê-los de carinho, amor, afeto e TAMBÉM nos concentrar em promover o crescimento deles. Ser mãe é aprender a lidar com as dificuldades, com as frustrações, tomar decisões difíceis... Vale lembrar o quanto você os ama; o quanto se esforça para trabalhar e garantir uma vida melhor PARA ELES, o quanto ama estar com eles. E principalmente, usar com qualidade o tempo que tem junto aos pequeninos. Eles vão adorar ter uma mãe mais feliz, equilibrada e cheia de amor e atitude!








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