Pois é meninas, isso é o que tem me tirado a paz..rs


A Emily deu agora pra estranhar pessoas e lugares...começou com as titias-avós dela, que geralmente nos vemos 2 vezes por mês, as vezes mais vezes..mas pra ela, acredito que é um tempo considerável...

Eu que achava tudoo de bom, a Emily e sua simpatia, ria pra tudo e pra todos...até para os palmerenses..(olha a mancada, ela uma bombonzinha corinthiana nataa..kkk)...ia em todos os cólos...

E, de repente, ela começou a chorar de lágrimas, aquele choro de bebê sentido sabe?rs...

A última situação que me deixou em pânico, foi na igreja...como algumas de vocês sabem, sou da Congregação Cristã no Brasil...já levei ela várias vezes pra igreja, mas na semana passada não a levei e acabei não indo, já que ela estava tão gripada, febre e tals...15 dias

E foi o suficiente pra ela estranhar e muito, entrei eu na igreja com ela, achando que estava tudo dentro da normalidade, mas não cheguei nem a sentar e ela chorou de dar aqueles "mini-gritinhos" misturado com choro de desespero sabe?rsrs...lá fui eu pedir pra guardarem meu lugar e sai pra fora...com o choro dela ecoando pela igreja...(que vergonha)...

E nada fazia ela parar, minha mãe chegou e tentou entrar com ela...fracasso...mais choro e mais vergonha, eu saindo novamente com ela (antes mesmo de sentar) aos berros..rs..

Algumas irmãs, com a intenção de ajudar, piorou, pois ela olhava aqueles rostos desconhecidos e chorava mais ainda...

Só consegui entrar e ficar no culto, depois de ela dormir...durante o culto ela acordou (claro) e foi se acostumando com o local e ficou calminha...e nem eu entendo, mas depois do culto, ela estava novamente a simpatia de sempre, rindo pra todos...

Mas foi tipo inesquecível..rs...fiquei tão sem graça..rs
Isso foi no domingo, na 2ºfeira tratei de ir pra igreja novamente, pra ela se acostumar...rs..fui receosa, mas ela ficou super bem, entrou na igreja já dormindo..rs..acordou e ficou numa boa...ufaaa..rs

Confesso que não estou conseguindo entendê-la, em quais momentos e o que ela estranha...pois se ela estranha pessoas, pq depois do culto, ela estava rindo pra todos até mesmo para as pessoas que não estão em nosso cotidiano?

E esses dias nós fomos ao shopping, e ela ficou super bem, sem choros, sem estranhar...

Vaiii entender...aceito sugestões mamães mais ou com menos experieência..rs..




O que os especialistas falam sobre o assunto?

Antes seu bebê era uma figurinha sociável, ia de colo em colo numa boa e distribuía sorrisos por aí. De repente,sem você entender nada, ele passou a fazer cara feia para qualquer um que chega – incluindo gente da família – abre o maior berreiro quando o pegam no colo e só quer saber dos pais. Não, você não criou um anti-social! Seu filho está na fase de estranhar os outros, e, quer saber? Fique feliz! Essa é uma importante aquisição do ponto de vista psíquico, sinal de que seu bebê se tornou capaz de conceber um mundo além do familiar.

Esse comportamento geralmente aparece por volta dos 8 meses e costuma passar rápido, quando a criança começa a se aventurar nas primeiras palavras, em torno de 1 ano de idade. Até lá, os pais vão pagar alguns micos, fazer o que? Isso faz parte do desenvolvimento dos bebês – uns manifestam a estranheza com mais vigor, outros com menos, normal, varia de acordo com o temperamento da criança. Mas a regra é que todos os bebês passam por isso. É esperado e saudável, o estranho seria se eles não estranhassem.

Nos primeiros meses de vida, o mundo do bebê é sua mãe, seu seio e sua fome. Fora isso, tudo é estranho mesmo. Aos poucos, ele passa a embarcar um campo mais amplo: primeiro, reconhece aqueles mais próximos aos pais e depois os que não fazem parte do seu “clubinho”. Pode parecer esquisito, mas a verdade é que se antes o bebê não estranhava as pessoas com as quais não convivia é porque seu mundo não concebia a existência de tais pessoas. Para ele, só existia sua mãe, e mesmo o pai só entra na jogada depois de alguns meses. Então, perceber que existem outras pessoas no mundo além da própria mãe é uma imensa evolução.


Por isso, quando a avó chegar com os braços abertos para pegar o neto no colo e ele abrir o berreiro, explique que não é nada pessoal. Seu filho não é mal educado e nem a avó é mal-amada. O mundo dos bebês é diferente do nosso e o aprendizado dos bons modos sociais só fará sentido alguns anos mais tarde.

Saber de tudo isso alivia, claro, mas não acaba com o problema. Vai chegar a hora em que você terá de deixar seu filho com a babá,avó, tia ou afins e é bom estar preparada para lidar com a situação sem estresse. A psicanalista francesa Françoise Dolto dizia que os ambientes e pessoas precisam ter resquícios da mãe para se tornarem habitáveis psiquicamente pelo bebê. Isso significa que primeiro seu filho precisa perceber que você confia naquele “estranho”, e aí sim ele passará a confiar também, e se sentir confortável na companhia dele. O mesmo vale até mesmo para uma adaptação em ambientes como escola ou berçário. A criança vai ver que aquele é um terreno seguro quando a mãe transitar por ali numa boa.

O lance é apresentar pessoas novas à criança sempre na companhia da mãe. E fazer com que o bebê a veja se relacionando com esse estranho, para que ele seja percebido como alguém “do bem”.

De mais, não há motivo para stress. É um passo que seu filho está dando rumo ao desconhecido. Se ele age com precaução, ótimo... Ele é um bebê esperto.

Algumas boas saídas:
- Pegue algum brinquedo que ela goste e coloque ela no colo da outra pessoa brincando com ele, ou seja, tente mudar o foco/atenção até ela parar e chorar. Quando ela parar de chorar ela vai perceber que o colo os outros também pode ser legal. (adorei, aliás a segurança na mãe é natural, ela conhece a voz, cheiro, em outras pessoas isso tem que ser conquistado)

Família que mora longe
A avó chega morrendo de saudade, óbvio. E dá de cara com um neto chorão. Em primeiro lugar, ela e qualquer outro membro da família devem ter muito claro que não é nada pessoal meeeesmo. O bebê chora porque não os reconhecem, e não porque não gosta deles. E não reconhecê-los não é nada ruim, pelo contrário. Mostra que o pequeno está se desenvolvendo a todo vapor.

O que fazer: Investidas radicais, tipo encher o bebê de beijo e pegá-lo no colo mesmo ele estando em prantos, definitivamente não são boas saídas. Vá com calma, fique perto dele, deixe-o acostumar com sua voz... Assim que a criança perceber que a pessoa é da confiança da mãe, aí sim, hora de abraçar muito. 

Uma nova babá
Se com a avó, que é da família, a criança já estranha, imagine então com uma babá. E o pior: nos primeiros dias de trabalho, nem a mãe está tão segura de sua nova funcionária e nem a babá de seu novo ambiente de trabalho. Ou seja: a insegurança domina geral! E o bebê capta esse sentimento, pode crer. O que só piora a situação...

O que fazer: Não deixe seu filho sozinho com a babá de um dia para o outro. Caso você tenha de viajar, peça para que a babá participe da rotina de sua casa com uma semana de antecedência, pelo menos. Tudo na sua companhia. Assim você vai se sentir mais segura de deixar seu bebê com ela e o seu filho também estará bem mais acostumado com a “nova estranha”. O mesmo vale para o fim da licença-maternidade: chame a babá antes de voltar para o trabalho, e deixe seu filho sozinho com ela aos poucos. Um dia, meia horinha. No outro, duas horinhas, e assim vai...

Filho de amigo
Você tem filho pequeno, seu casal de amigos também, aí vocês tem a brilhante idéia de juntar os bebês, crentes de que eles serão amigos para sempre, certo? Bem, com o tempo eles serão amigos, sim! Mas essa química pode não rolar num primeiro momento. Não é porque os dois são crianças que não haverá estranheza entre eles. 

O que fazer: A idéia de colocar seu bebê na companhia de outros bebês, pois estimula a sociabilidade da criança. Mas nas primeiras brincadeiras, é bom que a mãe ou o pai de ambos os lados estejam presentes, auxiliando no que for preciso. Logo logo os pequenos vão se entender que é uma beleza. 

Encontrar conhecidos na rua
Você sai para passear com seu bebê e está tudo muito bem, tudo muito lindo, até que...você encontra aquela sua amiga que não vê há séculos e ela faz a maior festa para seu filho que, em troca, chora alucinadamente. Fica aquele climão, óbvio. E o pior: sua amiga não está acostumada com criança, não sabe que isso é normal e não faz nada pra ajudar, fica sem graça e constrangida. 

O que fazer: Não adianta querer dar bronca na criança pra mostrar pra sua amiga que você não compactua com bebês malcriados. Seu filho não está fazendo nada de errado, oras! Leve na brincadeira, explique que isso é uma fase normal, e pronto, sem maiores delongas. Mude de assunto, coloque o papo em dia, que o clima ruim vai embora. 

E vocês estão passando por isso?Me conteem.. #desespero..rs
Fonte: Revista Pais e Filhos