Foi a primeira coisa que exclamei, quando a dermatologista Dra. Giselle diagnosticou a pele da Emily com Dermatite Atópica.

A Emily, após alguns dias do nascimento, surgiu uma irritação na pele dela, áreas com aspecto mais grosso e avermelhado (mãos, coxas, bochechas) e até algumas áreas esbranquiçadas (tórax, coxa), a não ser por essas áreas esbranquiçadas, imaginei que fosse o chato "brotoejo", e com o passar dos dias, meses, ao contrário do que geralmente acontece com o brotoejo, não passou e persistiu...

Quando passei a ter a oportunidade de levá-la ao pediatra, ele falou que poderia ser algo a ser mudado na minha conduta, então recomendou que:

- O banho não fosse muito quente (mas eu já estava fazendo isso)
- Usar sabonete glicerinado (já estava usando o Granado Líquido)
- Dar banho em água corrente (nunca consegui dar banho na banheira, só no chuveiro comigo ou com o pai)
- Não usar cosmético nenhum (mas eu só utilizava colônia por cima da roupa)

Quando eu resolvi levá-la ao dermatologista e pude conhecer e ser atendida pela Dra. Giselle. Ela, uma dermatologista muito competente deu uma explicação maravilhosa sobre essa doença de pele.

E juntamente com os meus estudos/pesquisas, pude entender bem do que se trata.


 Afinal o que é Dermatite Atópica?

É  uma inflamação crónica nas camadas superficiais da pele e costuma afetar indivíduos que têm rinitie alérgica ou asma, ou então familiares com estas doenças. (ai que foi matado a charada, o preto teve bronquite e eu tenho leve renite alérgica, se a Emily tem renite alérgica ainda não sabemos. Como pode né?)
Os afetados por dermatite atópica costumam apresentar muitas outras perturbações alérgicas. Não é evidente a sua relação com a dermatite: algumas pessoas podem ter uma tendência hereditária para produzir uma quantidade excessiva de anticorpos, como a imunoglobulina E, em resposta a estímulos diferentes, alguma deficiência no mecanismo de hidratação natural da pele. 
Muitas doenças podem piorar a dermatite atópica, incluindo o stress emocional, as variações de temperatura e de humidade, as infecções bacterianas da pele e o contato com peças de vestuário irritantes (especialmente a lã). Em algumas crianças pequenas, as alergias alimentares podem provocar dermatite atópica.
E quais são os sintomas?
Em alguns casos a dermatite atópica surge nos primeiros meses de vida. Os bebês podem desenvolver lesões vermelhas e com crostas na cara, no couro cabeludo, na zona das fraldas, nas mãos, nos braços, nos pés ou nas pernas. Normalmente, a dermatite desaparece aos 3 ou 4 anos de idade, apesar de voltar a aparecer com frequência. Nas crianças mais crescidas e nos adultos, as lesões costumam apresentar-se (e reaparecer) numa determinada zona ou em qualquer outra região, especialmente na parte superior dos braços, na parte anterior dos cotovelos ou por trás dos joelhos.
Embora a cor, a intensidade e a localização das lesões possam variar, estas provocam sempre comichão. Esta leva a uma coceira incontrolável (graças a Deus, a Emily já não tem coceiras nos locais), que ativa um ciclo de pele grossa-coçar-erupção que piora o problema. Coçar e esfregar a pele também a podem danificar, permitindo a proliferação de bactérias e provocando infecções.
Por razões desconhecidas, os indivíduos com dermatite atópica de curso prolongado, desenvolvem por vezes cataratas entre os 20 e os 30 anos de idade. Nos que sofrem de dermatite atópica, o herpes simples, que normalmente afecta uma pequena zona e é ligeiro, pode provocar uma doença grave com eczema e muita febre.
É de fácil diagnóstico?
Podem ser necessárias várias visitas até que o médico consiga fazer o diagnóstico. Não existe nenhuma análise para detectar a dermatite atópica. O médico faz o diagnóstico em função das características próprias das lesões e com frequência tem em conta a existência de possíveis alergias em outros membros da família (meu caso). Apesar de a dermatite atópica poder se parecer muito com a dermatite seborreica das crianças, os médicos têm de começar por diferenciá-las, pois as suas complicações e tratamento são diferentes.
Tem tratamento? O que estou fazendo para cuidar  da pele da Emily?
Não existe cura, mas certas medidas médicas podem ser benéficas. Evitar o contacto com as substâncias que já se sabe que irritam a pele pode prevenir a erupção.
As medidas que a Dra. Giselle passou para o caso da Emily foram as seguintes:
- Sabonete de Glicerina para o banho (estou utilizando)
- Óleo johnson baby no finalzinho do banho (ainda não comecei a fazer isso)
- Cetaphil Advanced ou Neutrogena Fórmula Norueguesa para o corpo. Passar no corpo após o banho e várias vezes ao dia. (encomendei o Neutrogena, está para chegar)
- Hidrocortisona 1% creme. Passar somente nas lesões da face e do corpo 2 vezes ao dia, por 7 dias e parar (comprei na Ultrafarma por R$5,00 e começarei a usar junto com o creme).
Está acontecendo isso com sua pequetucha(o) também??
Então não deixe de levá-la(o) a um dermatologista para que seja avaliado, diagnosticado e passe as medidas a serem tomadas no seu caso, em particular.
E nesse frio tudo piora, pele, imunidade, ou seja, sempre temos um problema com que se preocupar..rs

Finalizo o post com fotos recentes da minha bombonzinha. Uma excelente semana a todas(os)...



Dicas que eu recebi  após a publicação desse post quanto a dermatite atópica

- Pomada "Trok N" da Nay que foi diagnosticada com 19 anos, após muitos diagnósticos errados 
- Grupo ADDA (http://www.aada.org.br/), um grupo de apoio que possui palestras, encontros e atendimentos, tem em SP e em vários estados e cidades do Brasil